Wally Fonseca

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Se você cruzar com Wally Fonseca pelas ruas de São Paulo, dificilmente vai apostar suas fichas de que ele é um tatuador. De óculos e com poucas tatuagens, o cara passa facilmente por um gamer viciado em tecnologia.

Quando trabalhava como motoboy, era adepto do grafite. E em 2002, depois que teve sua moto roubada, começou a tatuar em casa.

Autodidata, fazia vários guests em diversos estúdios e convenções no Brasil e na Argentina.

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Há três anos, vai para a Alemanha anualmente fazer trabalhos esporádicos para aprimorar seus conhecimentos e aprender novas técnicas.
Além de tatuagens orientais, Wally gosta de realismo e de preto e branco. Gosta de desenvolver uma arte mais vetorizada, nem tão realista, nem tão tattoo.
Para ele, é importante pensar na durabilidade da tatuagem.

Crítico das reproduções, Wally acredita que o cliente precisa vislumbrar a estética e de como vai vestir aquela tatuagem, se ela vai se adequar ao seu corpo.

“A pessoa deve confiar e deixar nas mãos do tatuador. Como ela vai carregar aquela arte, ela deve opinar, mas não pode impor”, explica, acrescentando que já removeu algumas tatuagens que fez porque se arrependeu.

Durante sua carreira, já passou por alguns casos inusitados, entre eles, uma cliente pediu uma chinelada para amenizar a dor.

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